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O antigo prédio do Supremo Tribunal Federal foi
reaberto no dia 4 de abril de 2001 como Centro Cultural Justiça Federal. O processo de restauração respeitou as características históricas da construção, conforme orientação do IPHAN. O patrocínio foi da Caixa Econômica Federal e a coordenação do restauro esteve
a cargo do Instituto Herbert Levy, com apoio do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A obra dotou o edifício de uma vasta e moderna infra-estrutura predial em termos de refrigeração, instalações elétricas, telefonia, sistema hidráulico etc. Atualmente, o CCJF dispõe de 14 amplas salas de exposições, teatro, biblioteca, lojinha e cafeteria. Há ainda uma sala destinada à instalação de um cinema.

O edifício foi projetado pelo arquiteto sevilhano Adolpho Morales de Los Rios, sendo um dos mais belos exemplares da arquitetura eclética, em voga no Brasil do início do século XX. A construção, iniciada em 1905, destinava-se à Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro. Adquirida pelo Governo Federal, tornou-se sede do Supremo Tribunal Federal de 1909 a 1960. Com a mudança do STF para Brasília, o prédio foi ocupado, sucessivamente, por varas de Fazenda Pública e pela Justiça Federal.

Em 1989, foi interditado, restaurado e reinaugurado em abril de 2001. O processo de restauração-adaptação constituiu-se no mais complexo e original da América Latina. Toda a fundação foi refeita e reforçada, e o lençol freático rebaixado com técnicas modernas. O restauro foi o mais fiel possível ao projeto original.

Na fachada, predominam elementos do classicismo francês. As portas, ricas em detalhes referentes à
Justiça, foram talhadas pelo artista português Manoel Ferreira Tunes. A escadaria em mármore de Carrara
e ferro trabalhado revela o gosto art nouveau. As janelas retangulares lembram as góticas e as balaustradas remetem ao Renascimento Francês. A Sala de Sessões,
o espaço mais suntuoso do edifício, conserva o assoalho original de peroba e pau-roxo. Nas paredes laterais,
há retratos pintados de juristas de vários períodos
históricos. Possui belíssimos vitrais confeccionados
pela Casa Conrado Sogenith, de São Paulo. No teto,
há dois painéis pintados por Rodolfo Amoedo, um
dos mais consagrados artistas da sua geração.

 

Rampa de acesso
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