Minas
Gerais ganha dois pavilhões
no Centro de Arte Inhotim
Espaços
estão reservados inicialmente
para as artistas Varejão
e Doris Salcedo
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Em março, o Centro de
Arte Contemporânea Inhotim, em
Brumadinho (a 60 km de Belo Horizonte),
vai inaugurar dois novos espaços. Um
com trabalhos de Adriana Varejão
e outro da artista colombiana Doris
Salcedo. Os ambientes estão
em processo de expansão, aumentando
para nove as galerias onde parte do
acervo é exibida.
O centro de arte, cercado por um jardim
botânico desenhado por Burle Marx, é um
dos principais espaços de arte
contemporânea no Brasil, e conta
hoje com cerca de 40 hectares (o equivalente
a 40 campos de futebol).
O Pavilhão de Varejão,
nome dado em homenagem à artesã Adriana
Varejão, foi projetado por Rodrigo
Cerviño Lopez. O edifício
feito de materiais como concreto e vidro,
em forma de cubo, possui aberturas generosas
para o exterior. A artista criou uma
retrospectiva com suas séries
de maior força no espaço. "Depois
de uma exposição na Fortes
Vilaça, esses meus trabalhos foram
todos vendidos parte por parte. De certa
forma, esse painel restitui a unidade
para a obra", descreve. Tal reconhecimento
deve-se à carreira com participações
em mostras como as Bienais de Veneza
e de São Paulo, além de
coletivas em museus de peso, como o MoMA
e o Guggenheim, em Nova York.
Já o espaço de Salcedo reconstrói a obra inicialmente exibida
na galeria White Cube, em Londres, em 2004. O trabalho consiste em um grande
ambiente retangular branco, formado por malha metálica que recobre as
paredes. "É um ambiente asfixiante", avalia o curador Rodrigo
Moura, um dos responsáveis pela linha artística de Inhotim, ao
lado do norte-americano Alan Schwartzman e do alemão Jochen Volz.
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