Para
celebrar os 50 anos de morte do autor e diretor Bertold
Brecht, será realizado no CCJF o ciclo de leitura
BrechtBrasil. Sob coordenação
de Alexandre Mello, os alunos da Escola de Comunicação
e Artes da UniverCidade pretendem mostrar a variedade
de temas e personagens brechtianos, com uma abordagem
social e política contundente, característica
da obra do autor. As apresentações acontecem
nos dias 1º, 2, 8 e 9 de junho, às 17
horas, no teatro.
Considerado um dos maiores
intelectuais do século XX, Bertold nasceu em
10 de fevereiro de 1898, em Augsburg, Alemanha. Filho
de um gerente industrial, cedo se rebelou contra padrões
da arte e da vida burguesa corroída pela Primeira
Guerra Mundial. Abandonou Munique e se transferiu
para Berlim, onde começou a trilhar o caminho
que influenciou decisivamente sua vida: o marxismo.
Morreu em 14 de agosto de 1956 em virtude de uma trombose
coronária.
Programação
Dia
01/06 – Baal
Escrita em 1918/19,
estreou em Leipizig, em 1923. A peça tem
32 personagens que representam o desafio à
ordem social. Baal aparece como poeta
e músico e é apaixonado pela vida
desregrada. O álcool o transforma em um
monstro, que atropela as mulheres e os homens
que passam por sua frente. Ele morre solitário,
vítima de sua própria crueldade. Direção:
Rafael Gnone
Tradução: Marcio
Aurélio e Willi Bolle |
Dia
02/06 – A exceção e a regra,
peça didática Escrita
em 1929/30, estreou em hebraico em 1938, em Girat
Chaim, na então Palestina, e em Düsseldorf,
em 1956. É considerada uma das mais belas
peças didáticas de Brecht, um marco
contra a exploração do homem pelo
homem. Direção:
Alexandre Mello
Músicas: Regina Lucatto
Tradução: Geir
Campos |
Dia
08/06- Don Juan, de Molière
Escrita em 1953 com
a colobaração de Besson e Hauptmann,
a comédia de Brecht faz uma crítica
contumaz à ilusão da liberdade disfarçada
no consumo das coisas superficiais da vida.
Direção:
Marcelo Lima
Tradução: Christine
Roehrig |
Dia
09/06 –Tambores da Noite, comédia
Escrita em 1919,
estreou 1922, em Munique. Essa peça foi
encenada sob indicações de Kaspar
Neher diante do seguinte cenário: atrás
dos biombos de papelão vermelho, de cerca
de dois metros de altura, representando as paredes
de um quarto, a cidade grande estava pintada
de uma maneira infantil. Sempre alguns segundos
antes do aparecimento de Kragler a lua brilhava
vermelha.
Direção:
Alessandra Gélio
Tradução: Fernando
Peixoto
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de Comunicação Social CCJF
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Ciclo de leitura BrechtBrasil
1º, 2, 8 e 9 de junho,
às 17 horas. Teatro
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