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O melhor da dramaturgia espanhola atual no palco do CCJF
Autor mais encenado atualmente na Espanha, Sergi Belbel dá o aval para montagem brasileira, que traz de volta aos palcos cariocas o teatro em sua pura essência

Sob a direção do premiado Delson Antunes, os atores Isabel Guéron, Luciano Pullig, Rita Porto, Rodolfo Mesquita, Rodrigo Candelot, Renata Miryanova, Edmilson Barros, Daniel Aguiar, Vânia de Brito, Julia Fajardo e Thelma Reston encarnam o homem urbano do século XXI, propiciando uma reflexão artística, filosófica e ética sobre a humanidade. Trata-se de um espetáculo que apresenta a vida humana como um risco constante, um equilíbrio delicado, cujos rumos podem ser definidos por uma ação inocente, audaciosa ou inusitada. Uma vida pode ser abreviada ou modificada por uma pequena atitude ou por um único gesto de alguém. Um mero instante pode definir um universo.

O espetáculo é composto de sete cenas, sete histórias sem nenhuma ligação entre si. São situações comuns, que poderiam acontecer com qualquer pessoa mediana residente em um grande centro urbano: uma mãe alimentando a sua filha adolescente, o diálogo entre uma enfermeira e um doente, a rotina urbana de dois policiais, o diálogo entre um assassino e sua vítima ou entre uma irmã preocupada com o irmão dependente de drogas pesadas. Todas as cenas, porém, contam com um final comum e surpreendente: a morte de um dos personagens.

A primeira e a última cena do espetáculo são conduzidas pelo diálogo de dois personagens -  um roteirista e sua mulher - que criam todas as outras histórias, sendo eles mesmos personagens e criadores, agentes e vítimas. O roteirista brinca de Deus, ao definir o destino dos personagens, mas ele mesmo é personagem e criatura. Está submetido ao mesmo jogo e às mesmas regras.

O texto de Sergi Belbel explora a teatralidade no que esta tem de mais profunda e significativa: a capacidade de mexer com os sentidos e com a inteligência do espectador. É um teatro que cumpre a sua função de divertir e de provocar a reflexão. É uma montagem que sensibiliza e impulsiona o espectador à ação, ao mostrar que sempre há outras possibilidades para cada acontecimento da vida. A solidão urbana, a violência, a dificuldade de comunicação entre as pessoas, a incapacidade de ver o outro, o individualismo excessivo, a miséria, a degradação humana, a angústia e a passividade do homem diante dos caminhos que se anunciam são temas recorrentes no espetáculo.

O espetáculo é realizado em um cenário composto por mesas, cadeiras, camas e adereços, que se transformam às vistas do público, a cada cena, sendo montados, desmontados e remontados pelos próprios atores com o objetivo de criar um jogo onde a realidade cênica, tal qual a vida, se mostra em constante mutação. São oito atores em cena durante todo o tempo, reagindo aos acontecimentos, participando deles. Durante as transições de cena, os atores realizarão quadros vivos, alusivos às dificuldades que o ser humano enfrenta no dia-a-dia das grandes cidades. Estas alusões serão realizadas através de quadros estáticos ou em movimento que podem acontecer no palco ou na platéia, nos corredores do teatro ou misturadas ao público.

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Morrer ou não
Temporada: De 12 de junho a 27 de agosto
Quinta a domingo, 19h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)
Censura: 14 anos

Texto: Sergi Belbel
Direção: Delson Antunes
Diretor assistente: Breno Sanches
Produção Executiva: Thais Beraha
Realização: Banga Edições Musicais e Produções Artísticas Ltda.
Direção Musical: Rodrigo Maranhão
Trilha sonora: Rodrigo Maranhão e Thiago Di Sabbato
Tradução: Marta Nieto
Elenco: Isabel Guéron, Luciano Pullig, Rita Porto, Rodolfo Mesquita, Rodrigo Candelot, Renata Miryanova, Edmilson Barros, Daniel Aguiar, Vânia de Brito, Julia Fajardo e Thelma Reston
Luz: Luiz Paulo Neném
Preparação Corporal: Ana Bevilacqua
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Ney Madeira

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