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Restauração do prédio do
CCJF é tema de exposição

Inauguração da mostra é precedida de camerata
Foto Torres. Acervo IMS
Demolição para construção
da Avenida Central, 1904.

No dia 09 de março, às 19h, será inaugurada, no Centro Cultural Justiça Federal, a exposição permanente Arquitetura e Memória – a Arte na Justiça. O evento tem a finalidade de divulgar a história política e arquitetônica e o processo de restauração sofrido pelo prédio do CCJF. A obra levou mais de 7 anos, sendo considerada a maior do gênero em toda a América Latina. Na mostra, serão apresentadas fotos, plantas arquitetônicas, cópias de documentos originais e peças relativas ao trabalho de recuperação. No dia da abertura, às 18 horas, apenas para convidados, haverá uma camerata da Companhia Experimental de Ópera, da Escola de Música da UFRJ. A exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 12h às 19h, com entrada franca.

Levantamento 1989. Acervo CCJF
Sala de Sessões danificada com as divisórias para criar repartições.

A mostra também inclui parte do acervo de móveis do Supremo Tribunal Federal, que se encontrava no museu da Instituição, em Brasília, até agosto do ano passado. O mobiliário, de irrefutável valor histórico, está de volta ao seu lugar original, a Sala de Sessões do CCJF, prédio que abrigou o Supremo até 1960. Entre as relíquias, que estão também nas galerias anexas ao suntuoso Salão, peças confeccionadas em 1920, em jacarandá laqueado. O destaque do acervo é o Plenário Antigo, recomposto em sua forma original, a de uma bancada em forma de U, com cadeiras em estilo vitoriano, fabricada pela Casa Leandro Martins. Entre outros objetos, há estatuetas, espelhos, escrivaninhas e uma cabine telefônica para interiores, capazes de recriar a atmosfera da época e permitir a visitação ao espaço onde atuaram grandes nomes da magistratura brasileira.

Acervo CCJF
Restauro da estrutura do teatro.

No prédio do STF no Rio de Janeiro, hoje Centro Cultural Justiça Federal, foram realizados julgamentos históricos, alguns deles de suma importância para o desenvolvimento da democracia no país como, por exemplo, o Habeas Corpus de número 3536, que foi julgado e deferido no dia 5 de junho de 1914. No processo, o senador e advogado Rui Barbosa contestava a proibição pelo chefe de polícia da época sobre a publicação de um discurso no jornal O Imparcial. O discurso, feito no Senado, criticava a decisão do governo de prorrogar o estado de sítio por mais seis meses.

Saiba mais

Arquitetura e Memória – a Arte na Justiça
Exposição de longa duração
Galerias do 1º andar e Sala de Sessões
Classificação: Livre

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