
Demolição para construção
da Avenida Central, 1904. |
No
dia 09 de março, às 19h, será inaugurada,
no Centro Cultural Justiça Federal, a exposição
permanente Arquitetura e Memória – a
Arte na Justiça. O evento tem a finalidade
de divulgar a história política e arquitetônica
e o processo de restauração sofrido
pelo prédio do CCJF. A obra levou mais de
7 anos, sendo considerada a maior do gênero
em toda a América Latina. Na mostra, serão
apresentadas fotos, plantas arquitetônicas,
cópias de documentos originais e peças
relativas ao trabalho de recuperação.
No dia da abertura, às 18 horas, apenas para
convidados, haverá uma camerata da Companhia
Experimental de Ópera, da Escola de Música
da UFRJ. A exposição pode ser visitada
de terça a domingo, das 12h às 19h,
com entrada franca.

Sala de Sessões danificada com as divisórias
para criar repartições.
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A mostra também inclui
parte do acervo de móveis do Supremo Tribunal
Federal, que se encontrava no museu da Instituição, em Brasília,
até agosto do ano passado. O mobiliário, de irrefutável
valor histórico, está de volta ao seu lugar original, a Sala de
Sessões do CCJF, prédio que abrigou o Supremo até 1960.
Entre as relíquias, que estão também nas galerias anexas
ao suntuoso Salão, peças confeccionadas em 1920, em jacarandá laqueado.
O destaque do acervo é o Plenário Antigo, recomposto em sua forma
original, a de uma bancada em forma de U, com cadeiras em estilo vitoriano, fabricada
pela Casa Leandro Martins. Entre outros objetos, há estatuetas, espelhos,
escrivaninhas e uma cabine telefônica para interiores, capazes de recriar
a atmosfera da época e permitir a visitação ao espaço
onde atuaram grandes nomes da magistratura brasileira.

Restauro da estrutura do teatro. |
No prédio do STF
no Rio de Janeiro, hoje Centro Cultural Justiça
Federal, foram realizados julgamentos históricos, alguns deles de suma
importância para o desenvolvimento da democracia no país como, por
exemplo, o Habeas Corpus de número 3536, que foi julgado e deferido no
dia 5 de junho de 1914. No processo, o senador e advogado Rui Barbosa contestava
a proibição pelo chefe de polícia da época sobre
a publicação de um discurso no jornal O Imparcial.
O discurso, feito no Senado, criticava a decisão do governo de prorrogar o estado
de sítio por mais seis meses.

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