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dia 24 agosto, estréia, no Centro Cultural
Justiça Federal, a peça teatral Werther,
com Pedro Osório no elenco e direção
de Antonio Gilberto. Com tradução e
adaptação de Marcos Ribas de Faria,
o espetáculo leva à cena a obra literária
Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann
Wolfgang Von Goethe. A história fala de um
jovem perdidamente apaixonado, mas não correspondido,
e é escrita em forma de cartas, revelando um
tom de confissão íntima realmente único
na literatura alemã, muito por conta desse
viés epistolar.
Segundo Pedro Süssekind, em texto escrito para
o programa do espetáculo, “a irrupção
da natureza emocional tem, nas descrições
que Werther faz da natureza, das plantas,
dos riachos, das montanhas, das nuvens tempestuosas,
da grandiosidade da paisagem, um espelho transfigurador,
no qual o personagem vê os reflexos de sua paixão
por Lotte. Goethe conseguiu assim sintetizar de modo
genial o Sturm und Drang, nome do movimento
cultural que, contrapondo-se ao padrão francês
predominante, fez de Shakespeare o seu modelo
e construiu a base para a dramaturgia alemã”.
O
tema central da obra é o amor, a paixão.
Mas não a paixão comportada, condizente
com os padrões morais da época. É
a paixão que leva ao arrebatamento quase insano,
à impulsividade livre, ultrapassando o controle
da consciência que controla e domina nossas
ações, aproximando-se da loucura e da
negação da vida.
A peça conta com a seguinte ficha técnica:
Antonio Gilberto (direção), Pedro Osório
(ator), Marcos Ribas de Faria (Adaptação
e Tradução), Ronald Teixeira (cenário
e figurino), Tomás Ribas (iluminação),
Valéria Campos (Técnica de Alexander),
Marcos Ribas de Faria (Trilha Sonora) e Fernando Alexim
(Programação Visual).
Na
verdade, o projeto, segundo o diretor Antonio Gilberto,
nasceu na ocasião em que promoveu, em 1999,
um ciclo de leituras em homenagem aos 250 anos de
Goethe. O ciclo foi apresentado no Rio de Janeiro,
em Porto Alegre e Curitiba. A leitura de Werther
foi inesquecível e base para a construção
do espetáculo ora interpretado por Pedro Osório.
Inclusive, o ator estreou profissionalmente em 2000,
no espetáculo Fausto Gastronômico.
Em 2002/2003, produziu e participou como ator de Transpoiting,
texto de Hary Gibson com direção de
Luiz Furnaleto. Por esse trabalho recebeu a indicação
ao Prêmio Shell de “Melhor Ator”.
Produziu e participou como ator da peça Laranja
Mecânica, texto de Antony de Burges, com
direção de Paulo Afonso de Lima. Nos
últimos quatro anos, esteve no elenco das seguintes
peças: O dia do Redentor, texto de
Bosco Brasil, direção de Ariela Goldman;
Indecência clamorosa, texto de Moises
Kaufman, direção de Jaqueline Laurence;
Pequenas raposas, texto de Lillian Hellman,
direção de Naum Alves de Souza; e Um
circo de rins e fígados, texto e direção
de Gerald Thomas.
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