
Alê Souto, Rio de Janeiro, Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV)
Alê nos (des)orienta através de irrequietas linhas vermelhas que servem como labirinto e, ao mesmo tempo, refúgio para as questões atuais e particulares relacionadas a lugares em que vivemos. Para tanto, faz uso de materiais próprios da cidade como papelão, de onde nascem as esculturas, e tinta. Neste trabalho, Empilhamentos, exibirá duas das telas de cinco séries que abordam a questão do deslocamento pela cidade. De acordo com o horário do dia, a cor do fundo da tela mudará, representando o trajeto do artista pela cidade do Rio de Janeiro, que agora pode estar no calçadão de Bangu, daqui a pouco almoçando no Centro e, mais tarde, tomando um café em Ipanema.

Antonio Bokel, Rio de Janeiro, formado em Design Gráfico pela Univercidade
Antonio considera-se mais um trabalhador do que propriamente um artista. Suas imagens pulsam cores e traços marcantes. Explora múltiplos elementos em seu processo de criação, como spray, colagens, tinta acrílica, óleo, verniz , madeira suportes variados, silk-screen, etc. Nesse trabalho, procura apontar uma busca espiritual, diversidade humana e equilíbrio.

Bernardo Ramalho, Niterói – RJ, estudou pintura com Edmilson Nunes
Bernardo é expansivo em seus trabalhos, pois agrupa sucatas e o que mais tiver, construindo um Taj Mahal, se for necessário, baseado em um só símbolo, o do amor. Neste trabalho, privilegiando sempre uma linguagem do lúdico, trará os Seres Iluminados feitos de esculturas de barro, os quais propõem uma transformação do olhar.

Elvis Almeida, Rio de Janeiro, cursando Escola de Belas Artes da UFRJ.
Elvis tem uma raiz nos quadrinhos, porém, ainda cursando a Escola de Belas Artes, experimenta novas trilhas, como técnicas da aquarela, xilogravura, serigrafia, tinta óleo, acrílica e pintura sobre tela. Este trabalho aborda a questão da idolatria na atualidade e tudo que a envolve, como sentimentos dissonantes, ou, como diria Freud ,complementares, de desejo e frustração.

Gustavo Esperidião, Rio de Janeiro, Escola de Belas Artes (pintura) - UFRJ
A imagem é seu alvo principal; por isso, utiliza tudo o que for possível para torná-la presente: papel, cinema, óleo, colagem, materiais simples, rebuscados e tecnológicos. Neste trabalho, pretende mostrar uma maneira poética de observar o mundo que se encontra mais no plano da ideologia, do que na realidade. Para ele, entretanto, “o que se nomeia de realidade é na verdade a realidade da ideologia dos outros”.

Julio Castro, Porto Alegre, RS -– reside no Rio de Janeiro, formado em Artes Plásticas no Instituto de Artes / UFRGS, cursos de Dinâmica de Ateliê e Gravura no EAV Parque Lage.
Julio observa a cidade e apresenta um mundo inteiramente singular, através dos processos de transferência de imagem via monotipia. O processo do artista é “de fora para dentro”: retira a gravura do seu ambiente, trazendo-a para o tecido. Neste trabalho ele amplia o conceito comum da gravura na construção de imagens em processos alternativos de impressão em grandes formatos, resultantes de um período em Lisboa, usando como estratégia uma busca de uma referência simbólica do lugar (também como um elo de referência com o Brasil) que se desdobra em operações de sua pesquisa.

Marcelo Eco, Rio de Janeiro, Autodidata
Marcelo é multifacetado: designer, ilustrador e um dos pioneiros da arte-graffiti no Rio de Janeiro. Com seu spray segue tecendo pela cidade um acordo entre o caos e a sensibilidade. A cada lata ele firma o contrato de que a cidade é um turbilhão de senhas secretas a serem desvendadas. Em Fortalezas da Mente Marcelo traz a mistura de raízes que fazem parte do Rio e que deixamos fazerem parte de nós.

Marcio Mitkay ,Rio de Janeiro, formado em Fotografia pelo Ateliê da Imagem, onde prossegue seus estudos de arte contemporânea e visuais.
Marcio se utiliza de sutileza para nos apresentar belezas da cidade que originalmente não são tão belas assim. Em Mandalas Urbanas, bueiros sujos e malcheirosos da cidade são transformados em telas usando o papel manteiga e pó de graffiti. A proposta é trabalhar a perspectiva do olhar para coisas que são, geralmente, banalizadas sem atribuição de valor, para assim amarmos e respeitamos a cidade onde vivemos.

Nueve Polar, Bogotá, Colômbia – residentes em São Paulo, formados em Design e Comunicação Audiovisual pela Corporación Universitaria UNITEC e Universidad Jorge Tadeo Lozano.
Sergio Sanchez e Viviana Peña formam o coletivo Nueve Polar. De Bogotá para o Brasil, trabalham espalhando suas “polaridades” entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Utilizam stencil com trabalho prévio de desenho em computador a partir de fotografias, além de tinta spray sobre superfícies que podem variar de papéis até telas e paredes. Seu trabalho, Esquecimento Global, faz parte de uma série que visa refletir sobre o compromisso com o planeta e seus recursos, atentando também para os sistemas financeiros, políticos e de crenças, que estão transformando a forma do olhar e do viver.

Ozi, São Paulo, Autodidata
Ozi é um dos pioneiros do graffiti em São Paulo, começou ativamente em 1985 pelos muros da cidade e desde então, provoca nossas retinas com stencils ricos em detalhes e dialoga com a Pop Art em trabalhos sempre bem-humorados, pois acredita que o humor é uma linguagem boa para trabalhar e não abre mão desta vertente para qualquer assunto. “Luis Vitão”, o leitãozinho,numa paródia com a marca Louis Vuitton, é um exemplo desse tom provocativo, cheio de ironia, deboche e irreverência do artista.

Paulo Santos, Maranhão – reside no Rio de Janeiro, Autodidata
Paulo começou sua inquietude artística grafitando por volta de 1985. Mais tarde trabalhou com sillk-scren e air brush e hoje ampliou sua técnica, que é mista, partindo do sillk, tinta acrílica e air brush à colagem e decalque acrílico. Seus trabalhos são retratos do que observa diariamente nas ruas, com uma pitada de protesto. Aqui ele faz uma mistura de surrealismo, pop art e personagens que fazem parte da cultura urbana do nosso país.

Petite Poupée 7, Rio de Janeiro, formada em Design de Moda pelo Senai Cetiq
Petite transpõe os sentimentos de suas poupées com frases que falam de amor, escritas em francês. As nuances dos contornos remetem sempre a um trajeto sensorial da boneca e assim podemos imaginar até o que ela está pensando. Para tais traços e contornos, utiliza pincéis de várias espessuras e tintas dos mais variados tons, com um acabamento impecável - tanto no muro, quanto na tela. Neste trabalho, celebra a liberdade da mulher, a raiz de todo esse amor.

Smael, Rio de Janeiro, Autodidata
Smael recria o mundo nos fazendo enxergar além do senso comum, retira as referências conhecidas e as joga em uma outra dimensão com seu abstrato colorido e amplia a idéia e conceitos sobre o graffiti. Utiliza a técnica mista com spray nas ruas, além de tinta acrílica, polímero acrílico, pastel seco e oleoso, canetão e posca, nas telas. Seus trabalhos sempre trazem, de forma singular, o lado lúdico e imaginativo de enxergar a vida.
|